domingo, 8 de abril de 2018

Cérebro&Neurônios - Estudo revela geração de novas células cerebrais até os 79 anos

 Estudo revela geração de novas células cerebrais até os 79 anos
Reprodução/Internet (Reprodução/Internet)

Imagem publicada - uma possível rede de neurônios imaginada e desenhada na matéria. Com pontos luminosos que seriam as sinapses dos neurônios se conectando nessa rede neural.

Pessoas de até 79 anos ainda podem gerar novas células cerebrais, disseram pesquisadores americanos nesta quinta-feira, estimulando novos debates entre cientistas sobre se ou quando nossa capacidade mental para de crescer.
O relatório de cientistas da Universidade de Columbia, em Nova York, publicado na revista científica Cell Stem Cell, vai diretamente contra um estudo publicado na revista Nature no mês passado, que não encontrou evidências de que novos neurônios são criados após os 13 anos de idade.
Embora nenhum dos estudos seja visto como a última palavra no assunto, a pesquisa está sendo observada de perto enquanto a população mundial envelhece e os cientistas buscam entender melhor como o cérebro envelhece, em busca de pistas para evitar a demência.
O ponto focal da pesquisa é o hipocampo, o centro do cérebro para aprendizado e memória.
Especificamente, os pesquisadores estão procurando as bases de novas células cerebrais, incluindo células progenitoras, ou células-tronco que eventualmente se tornariam neurônios.
Usando amostras cerebrais autopsiadas de 28 pessoas que morreram subitamente entre 14 e 79 anos, os pesquisadores analisaram "os neurônios recém-formados e o estado dos vasos sanguíneos em todo o hipocampo humano logo após a morte", disse o estudo na Cell Stem Cell.
"Descobrimos que pessoas mais velhas têm uma capacidade semelhante às das pessoas mais jovens de produzir milhares de novos neurônios do hipocampo a partir de células progenitoras", disse a autora principal, Maura Boldrini, professora associada de neurobiologia da Universidade de Columbia.
"Também encontramos volumes equivalentes do hipocampo em todas as idades".
Os resultados sugerem que muitos idosos podem reter suas habilidades cognitivas e emocionais por mais tempo do que se acreditava anteriormente.
No entanto, Boldrini alertou que esses novos neurônios podem ser menos aptos a fazerem novas conexões em pessoas idosas, devido ao envelhecimento dos vasos sanguíneos.
Animais como ratos e macacos tendem a perder a capacidade de gerar novas células cerebrais no hipocampo com a idade.
O modo como o cérebro humano reage ao envelhecimento tem sido controverso, embora a visão amplamente aceita seja que o cérebro humano continua gerando neurônios até a idade adulta, e que esse processo poderia um dia ajudar os cientistas a combaterem a degeneração cerebral ligada à idade.
No mês passado, um estudo liderado por Arturo Alvarez-Buylla, da Universidade da Califórnia, em San Francisco, encontrou o resultado oposto.
Analisando amostras cerebrais de 59 adultos e crianças, "não encontramos evidências de neurônios jovens ou progenitores divididos de novos neurônios" nos hipocampos de pessoas com mais de 18 anos, disse à AFP quando o estudo foi publicado.
Eles encontraram alguns em crianças entre o nascimento e um ano, "e alguns aos sete e 13 anos de idade", disse.
Esse estudo foi descrito por especialistas como "sério", porque indica que o hipocampo humano é gerado em grande parte durante o desenvolvimento do cérebro fetal.
O laboratório de Alvarez-Buylla reagiu à pesquisa recente em um comunicado, dizendo que eles não estavam convencidos de que a Universidade de Columbia havia encontrado evidências conclusivas de neurogênese adulta.
"Com base nas imagens representativas que eles apresentam, as células que eles chamam de novos neurônios no hipocampo adulto são muito diferentes em forma e aparência do que seria considerado um neurônio jovem em outras espécies", disse a resposta, publicada pelo Los Angeles Times.
Boldrini, por sua vez, disse que sua equipe usou amostras de cérebro congeladas, enquanto os pesquisadores da Califórnia usaram amostras que foram preservadas quimicamente em um processo que pode ter afetado a detecção de novos neurônios.
* AFP

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

MÚSICA&CÉREBRO - Efeito Mozart comprovado para bebês - cantem

Descobertos neurônios que explicam por que você deve cantar para seu bebê

Descobertos neurônios que explicam por que você deve cantar para seu bebê
Esta imagem mostra a resposta seletiva de um neurônio da subplaca a sons de diferentes frequências (eixo horizontal) e diferentes níveis de volume (eixo vertical). As cores mais quentes indicam uma resposta mais forte.
[Imagem: Jessica M. Wess et al. - 10.1073/pnas.1710793114]

EFEITO MOZART

Acaba de ser descoberto um mecanismo que explica o vínculo entre os sons que as crianças ouvem e o desenvolvimento de suas funções cognitivas.
Esse mecanismo, conhecido como "efeito Mozart", vem dar um fundamento fisiológico para as canções de ninar e mesmo para as recomendações de que as futuras mamães cantem para seus bebês ainda durante a gravidez.
Trabalhando com modelos animais, os pesquisadores descobriram que um tipo de célula na área de processamento primário do cérebro durante o desenvolvimento inicial dos bebês, que os cientistas acreditavam não desempenhar qualquer papel na transmissão de informações sensoriais, pode na verdade captar e conduzir sinais sonoros.

A descoberta pode ter implicações para o diagnóstico precoce de déficits cognitivos, incluindo o autismo, e dar suporte a uma ligação entre a exposição pré-natal à música e às conversas e uma melhor função cerebral - existem muitas recomendações para que as mães conversem e cantem para seus bebês, mas os cientistas ainda não haviam identificado a estrutura responsável por este link no cérebro em desenvolvimento.
"Nosso trabalho é o primeiro a sugerir que, no início do desenvolvimento do cérebro, o som é um sentido importante. Parece que os neurônios que respondem ao som desempenham um papel na organização funcional inicial do córtex. Isso é novo e é realmente entusiasmante," disse o Dr. Amal Isaiah, da Universidade de Maryland (EUA).

Neurônios da subplaca

Isaiah e seus colegas identificaram impulsos nervosos induzidos pelo som nos neurônios da subplaca, que ajudam a orientar a formação dos circuitos neurais da mesma forma que um andaime ajuda uma equipe de construção a erguer um novo edifício. Durante o desenvolvimento, os neurônios da subplaca estão entre os primeiros a se formar no córtex cerebral - a parte externa do cérebro dos mamíferos que controla a percepção, a memória e, nos humanos, funções superiores como a linguagem e o raciocínio abstrato.
O papel dos neurônios da subplaca parece ser temporário - assim que os circuitos neurais permanentes do cérebro se formam, a maioria dos neurônios da subplaca desaparecem.
A identificação de uma fonte de sinais nervosos sensoriais no início do desenvolvimento, ainda na fase pré-natal, pode levar a novas formas de diagnosticar o autismo e outros déficits cognitivos que surgem no início do desenvolvimento.
E também reforçam a recomendação das práticas, hoje tida como "alternativas", que mantêm um foco mais amplo e recomendam uma visão holística do desenvolvimento humano - as práticas de conversar e cantar para seu bebê, mesmo antes que ele nasça
FONTE - http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=descobertos-neuronios-explicam-voce-deve-cantar-seu-bebe&id=12492

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

PARALISIA CEREBRAL&PREVENÇÃO- Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês

Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês


Valdo Virgo/CB/D.A Press
imagem publicada - da matéria - um bebê recém nascido com a representação de ondas cerebrais, escrito Como Funciona - Aparelho portátil consegue monitorar a atividade cerebral infantil com mais eficiência que as tecnologias disponíveis.

Nos anos 1990, os aparelhos de ressonância magnética funcional revolucionaram exames médicos ao permitir a observação da atividade cerebral de humanos. Desde então, busca-se ferramentas que permitam análises cada vez mais apuradas do órgão. Pesquisadores franceses, por exemplo, desenvolvem uma solução capaz de gerar imagens detalhadas do cérebro de recém-nascidos, o que possibilitará a detecção da origem de problemas como as convulsões. Testes iniciais com bebês tiveram resultados positivos, apresentados na última edição da revista Science Translational Medicine.

Os cientistas ressaltam que a pesquisa busca atender demandas não atendidas pelas tecnologias atuais.“A ressonância magnética tem limitações e não é adequada para todas as aplicações clínicas devido ao seu custo e tamanho, que dificulta sua portabilidade. Utilizá-la à beira do leito médico para gerar imagens de recém-nascidos vulneráveis é algo especialmente desafiador”, explicam.

Liderados por Olivier Baud, chefe do serviço de neonatologia do Hospital de Assistência Publica de Paris, na França, os pesquisadores criaram um dispositivo que consiste na combinação do eletroencefalograma (EEG) — aparelho que capta imagens por meio de eletrodos colocados na cabeça — e uma sonda de ultrassom de apenas 40g capaz de fazer um monitoramento mais pontual. “Ao contrário das técnicas convencionais, limitadas às imagens de grandes vasos, a imagem da sonda permite o mapeamento de alterações sutis em pequenos vasos cerebrais. Esse tipo de visualização possibilita correlacionar a atividade neural local e as mudanças relativas ao volume de sangue”, diz Baud.

Os pesquisadores testaram o aparelho em ratos e observaram a conectividade cerebral das cobaias durante o estado de repouso e ataques de epilepsia. Em seguida, foram feitos testes em seis recém-nascidos saudáveis. As medições conseguiram distinguir entre o sono silencioso e o ativo. Ao distinguir essas duas fases, fica mais fácil analisar as atividades neurais de um indivíduo.

A tecnologia também foi empregada para medir a atividade cerebral em dois bebês com distúrbios convulsivos e resistentes aos medicamentos disponíveis. O aparelho detectou ondas de alterações neurovasculares, permitindo o rastreamento de regiões cerebrais em que as convulsões se originaram.

Para a equipe, os testes iniciais sinalizam que o dispositivo poderá ajudar a prevenir complicações que podem ser registradas nos primeiros dias de vida de bebês, como a encefalopatia neonatal hipóxico-isquêmica. “Esse problema de saúde ocorre de um a três a cada mil recém-nascidos e pode desencadear danos como as convulsões. Por isso,  o monitoramento em tempo real da função cerebral em recém-nascidos é de importância crucial para a área médica”, justificam os autores.

Novo padrão

O baixo custo e a facilidade de uso da técnica são os principais atrativos e poderão fazer com que ela se torne a escolha padrão para gerar imagens cerebrais de recém-nascidos em maternidades e centros médicos, dizem os criadores. “Essa pode se tornar uma modalidade de neuroimagem muito útil. Seu baixo custo e sua usabilidade podem torná-la a escolha padrão para a realização de imagens funcionais feitas no leito. Além disso, sua melhor resolução pode fornecer resultados muito mais úteis do que outras técnicas funcionais de imagem.”
Renato Mendonça, neurologista do Laboratório Exame de Brasília, destaca que a nova tecnologia tem potencial para ser bastante explorada na área médica. “Apesar de ainda bastante experimental, esse aparelho mostrou resultados interessantes nos testes com roedores e com bebês e que podem ser extremamente úteis, já que é muito difícil examinar os pequenos. Um aparelho que possa ser utilizado na beira do leito traria a vantagem de não precisar alterar a temperatura da criança, por exemplo, já que atualmente é necessário retirá-la da máquina de estufa para realizar essas análises”, explica.

O especialista ressalta ainda que a maioria dos bebês não precisa ser submetida a exames de imagem apurados, mas, nos casos em que a análise é necessária, é importante ter uma opção mais eficiente. “Observar os diferentes níveis de atividade cerebral, como as fases do sono, também pode ajudar a entender como os neurônios estão funcionando e as reações químicas envolvidas nessa atividade complexa”, complementa. Segundo o médico, uma análise mais ampla poderia ser a próxima etapa do estudo. “Utilizar esse método em um número maior de crianças é necessário para reforçar os dados e também comprovar que ele é seguro, não causa danos aos bebês.”

Oxigênio escasso

Ocorre devido à diminuição da oferta de oxigênio, que pode ser gerada por diversas complicações, como a interrupção do fluxo sanguíneo umbilical e uma insuficiente troca de gases na placenta. A oferta adequada de oxigênio aos tecidos é fundamental para que as células mantenham o metabolismo e as funções vitais. Entre os bebês que sobrevivem a essa complicação, 25% apresentam dano neurológico permanente, manifestado por paralisia cerebral, retardo mental ou crises convulsivas.

FONTE - http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/10/12/interna_cidadesdf,633161/cientistas-criam-exame-para-monitorar-atividade-cerebral-de-bebes.shtml

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

PARALISIA CEREBRAL&TECNOLOGIA ASSISTIVA - Software é criado em Santa Catarina

Software para pessoas com paralisia cerebral será apresentado na Grécia

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imagem publicada - da internet - com uma menina com paralisia cerebral usando um colar para sustentação de sua cabeça, sentada em cadeira de rodas adaptada ao seu tipo de paralisia cerebral.


Um estudo pioneiro em Santa Catarina, sobre a usabilidade de uma interface cérebro-computador aplicada a pessoas com paralisia cerebral, realizado por pesquisadores Universidade do Vale do Itajaí (Univali), e Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), será apresentada, na 10ª Conferência Internacional sobre Tecnologias Pervasivas Relacionadas a Ambientes de Vida Assistida (PEtra, na sigla em inglês), que ocorre, entre os dias 21 e 23 de junho, na Ilha de Rodes, na Grécia.
A pesquisa, de autoria de Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada (MCA/Univali), em parceria com Jéferson Fernandes da Silva, pesquisador do MCA/Univali, e a Ana Carolina Savall, da FCEE, apresenta dados sobre o desenvolvimento de um sistema chamado de Interface Cérebro-Computador, que vem sendo utilizado na FCEE por pessoas com múltiplas deficiências.
O sistema é formado por um hardware em formato de fone de ouvido com sensores para a região frontal do cérebro e um software desenvolvido pela equipe do MCA/Univali. Na parte física do equipamento, sensores captam expressões, como piscar de olhos ou levantar a sobrancelha, enquanto o software traduz a captação destes movimentos para formar palavras e frases.
O mecanismo é fruto de diversas pesquisas realizadas em conjunto pelas duas instituições, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). As instituições vêm trabalhando conjuntamente, desde 2012, para o desenvolvimento de soluções de comunicação para crianças que sofrem de paralisia cerebral e enfrentam desafios ocasionados por distúrbios motores, especialmente casos complexos, quando a comunicação só é possível por meio de movimentos oculares e o piscar, bem como por meio de pequenos movimentos nas mãos e nos pés.
Outras informações: (48) 3247-8233/99102-9107, com Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada da Univali.
FONTE - https://oregionalsul.com.br/cidades/florianopolis/software-para-pessoas-com-paralisia-cerebral-sera-apresentado-na-grecia/56886
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sábado, 29 de abril de 2017

CEGUEIRA/TECNOLOGIAS Exame ocular britânico pode detectar sinais de cegueira

Novo exame ocular permite detetar primeiros sinais de doença que pode levar à cegueira


Uma nova técnica de exame ocular, desenvolvida no Reino Unido, permite detetar os primeiros sinais de glaucoma, uma doença dos olhos que pode levar à cegueira, segundo os resultados de um ensaio clínico hoje divulgados.


(imagem da matéria - um olho humano fotografado bem de perto)

A técnica, testada num pequeno número, não especificado, de doentes com glaucoma, por comparação com pessoas saudáveis, possibilitou aos médicos ver a morte de células nervosas na parte detrás do olho.
A perda da visão em doentes com glaucoma é causada pela morte de células na retina na parte detrás do olho.
A técnica de diagnóstico, criada por investigadores da universidade University College London e do hospital oftalmológico Western Eye Hospital, usa um marcador fluorescente que se liga às proteínas celulares quando injetado em pacientes.
As células do nervo ótico doentes aparecem como manchas fluorescentes brancas num exame ocular.
"Pela primeira vez, fomos capazes de mostrar a morte celular [de células na retina] e detetar os primeiros sinais de glaucoma. Embora não possamos curar a doença, o nosso teste significa que o tratamento pode começar antes de os sintomas surgirem", sublinhou a coordenadora do estudo, Francesca Cordeiro, do Instituto de Oftalmologia do University College London, citada num comunicado da Wellcome Trust, fundação britânica que financia a investigação científica.
A especialista lembrou que "a deteção precoce de glaucoma é vital, pois os sintomas nem sempre são óbvios", e, apesar de os métodos de diagnóstico estarem a melhorar, "a maioria dos doentes perde um terço da visão" quando a doença é diagnosticada.
De acordo com a equipa de cientistas, o uso da nova técnica ocular poderá permitir, no futuro, o diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer e Esclerose Múltipla.
Os resultados do ensaio clínico, em fase inicial, são publicados na sexta-feira na revista Brain.
Fonte - http://24.sapo.pt/vida/artigos/novo-exame-ocular-permite-detetar-primeiros-sinais-de-doenca-que-pode-levar-a-cegueira

terça-feira, 21 de março de 2017

EPILEPSIA/AVANÇOS - Aplicativo auxilia no diagnóstico desta condição neurológica

Aplicativo auxilia médicos a chegar em diagnóstico correto da epilepsia 



A epilepsia como uma condição neurológica, que pode afetar milhares de pessoas no mundo, pode ser uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas comuns a várias doenças e existe provavelmente desde o princípio da humanidade. De origem grega, a palavra significa “surpresa” ou evento inesperado”. Muitas personalidades históricas, como Júlio Cesar, Alfred Nobel, Machado de Assis e Dostoievski tinham essa síndrome, até hoje tão cercada de preconceitos. 

Isso acontece porque os ataques convulsivos costumam, ainda,  assustar quem está por perto: a pessoa com epilepsia não tem consciência do que está acontecendo, muitas vezes cai, seus membros ficam rígidos e depois começa a ter convulsões, porque o comando central no cérebro está desorganizado. 

Em geral a crise desaparece espontaneamente e a pessoa volta aos poucos ao estadi de consciência considerado normal. Mas quem está próximo, muitas vezes, não sabe como agir: há quem confunda com problemas psiquiátricos, pois não conhecem os fatores orgânicos que podem ter causado o episódio.


A epilepsia ocorre quando um grupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável, o que pode gerar as crises. A medicina já identificou centenas de diferentes síndromes epilépticas e por isso os pacientes devem buscar um diagnóstico sobre seu tipo específico.

A condição neurológica é considerada um problema de saúde pública, atingindo de 1% a 2% da população mundial, ou seja, 60 milhões de pessoas. Embora seja o mais comum dos distúrbios neurológicos, não existem dados claros sobre o número de pessoas com a doença no País. Entretanto, algumas estatísticas calculam que três milhões de brasileiros sofram de algum tipo de epilepsia e só 10% a 40% recebem algum tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

Purple Day e Atlas da Epilepsia
Com a proximidade do Purple Day, próximo 26 de março, data mundial criada para promover a conscientização sobre a epilepsia, o laboratório farmacêutico Torrent do Brasil lança o Atlas da Epilepsia, um aplicativo pioneiro no Brasil e exclusivo para médicos. O objetivo do app é auxiliar a consulta médica, fornecendo explicações sobre o fenômeno epilético e, principalmente, possibilitando o diagnóstico correto. Isso é essencial porque segundo a Dra. Elza Márcia Yacubian, neurologista chefe da Unidade de Pesquisa e Tratamento de Epilepsias da Escola Paulista de Medicina (EPM) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que supervisionou e indicou todo o conteúdo do aplicativo, somente o diagnóstico correto possibilita um tratamento eficaz. “A abordagem clínica durante as consultas é importantíssima para garantir a exatidão no diagnóstico, e não como geralmente se pensa, através de um eletroencefalograma ou ressonância magnética”.

 o Atlas da Epilepsia está disponível somente para os médicos na Play Store e na App Store, seja para smartphones ou para tablets.  

Atlas da Epilepsia – já com as diretrizes atualizadas pela Liga Internacional da Epilepsia, por meio de recursos gráficos e coloridos, imagens anatômicas e vídeos explicativos, o aplicativo auxilia o epileptologista a obter informações e sintomas mais exatos, tanto do paciente como das pessoas próximas a ele, geralmente, mais familiarizadas com as ocorrências. De posse desses dados o médico pode orientar o tratamento de forma mais eficiente.
Segundo a Dra. Elza, a epilepsia   é um distúrbio que pode trazer uma série de prejuízos se não for tratado. Os portadores podem ter problemas na escola, não conseguir emprego ou serem discriminados.
A manifestação clínica depende da região cerebral acometida. Cerca de 50% das crises epiléticas são do tipo tônico-clônicas, com convulsões, e os outros 50% têm causas diversas. Algumas pessoas sentem formigamento no braço, outras sentem cheiros estranhos e “saem do ar”. Na população infantil são comuns as crises de ausência, ou “liga-desliga”. O mau aproveitamento escolar leva os professores menos avisados a pensar que a criança tem déficit cognitivo, quando ela está tendo várias crises de ausência por dia, às vezes mais de cem, com poucos minutos de duração e sem a menor consciência do que se passa com ela.

Causas - Múltiplos fatores podem causar a epilepsia. A pessoa pode nascer com o problema em razão de má formação cerebral, em que se formam circuitos elétricos exagerados, por exemplo.  Mas também há outras razões.Intercorrências importantes durante a assistência ao parto, processos infecciosos, traumatismos cranianos, tumores cerebrais e doenças degenerativas podem lesar o cérebro e causar crises. À medida que a vida vai passando surgem as causas degenerativas, doença de Alzheimer e todas as doenças vasculares e do cérebro. 
Atualmente a epilepsia é três vezes maior no idoso acima de 60 anos do que na criança. Para fazer o diagnóstico, deve haver recorrência espontânea das crises, porque uma crise única não é indicativa da síndrome. Uma vez feito o diagnóstico se estabelece o tratamento, em geral com fármacos. O tratamento é diferente no caso das crises generalizadas, com hiper desestabilização mais intensa e difusa nos dois hemisférios. Ressalte-se que o tratamento é sempre de longo prazo, algumas vezes por toda a vida. “É uma 'doença' que exige extrema adesão ao tratamento.  Caso esqueça de tomar alguma dose do fármaco, a pessoa fica vulnerável a ter uma crise”, afirma a neurologista. 
(mas não deve, segundo novos conceitos, ser tratada como uma 'doença' e sim como uma condição neurológica humana, tratável na maioria das situações, incluindo hoje o uso de derivado da cannabis, o canabidiol, que exige seguimento e tratamento adequado para cada pessoa e seu quadro ou sintomas...informa o DefNet)

Desde a década de 1990 o tratamento da epilepsia se tornou mais efetivo graças aos novos medicamentos. Pode-se dizer que 70% dos pacientes podem ter as crises plenamente controladas se adequadamente tratadas. Os outros 30% podem se beneficiar de outras abordagens, como a cirúrgica.
fontes consultadas - 
http://www.portalpcdonline.com/2017/03/aplicativo-pioneiro-gratuito-ajuda-no.html 
http://blogs.ne10.uol.com.br/casasaudavel/2017/03/21/aplicativo-auxilia-medicos-chegar-em-diagnostico-correto-da-epilepsia/

sexta-feira, 10 de março de 2017

ALZHEIMER/PESQUISAS - Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Uma equipe de investigadores dos EUA concluiu que a queda do nível de glicose no cérebro estimula os sintomas do Alzheimer, e propõem uma forma de combater a doença.

foto publicada da matéria - uma pessoa segura a mão de uma pessoa idosa - SEBASTIEN BOZON/AFP/Getty Images

A relação entre os baixos níveis de glicose no cérebro e o Alzheimer já era conhecida dos médicos, mas uma equipa de investigadores da Temple University, nos Estados Unidos, descobriu recentemente que esta ligação pode ser ainda mais profunda.
Num estudo publicado na revista Translational Psychiatry, a equipa liderada pelo investigador Domenico Praticò descobriu que a descida dos níveis de glicose acontece muito antes dos primeiros sintomas (a perda de memória e as dificuldades cognitivas) e pode até motivar o aparecimento desses sintomas. Além disto, os investigadores apontam neste artigo um tratamento que pode impedir a queda dos níveis de glicose, o que, em última análise, poderá significar a prevenção do próprio Alzheimer.
Os especialistas identificaram novas provas que apontam para uma ideia que já era conhecida: o envolvimento da proteína p38 neste processo. Segundo Domenico Praticò, “há agora muitas provas de que a proteína p38 está envolvida no desenvolvimento da doença de Alzheimer“. Por isso, propõem a utilização desta proteína na produção de um medicamento para prevenir a doença.
O estudo foi feito com recurso a ratos de laboratório. Os investigadores reduziram o nível de glicose no cérebro dos animais e observaram o resultado. O que aconteceu foi que os ratos a quem foi diminuído o nível de glicose sofreram um declínio no funcionamento das células do cérebro, falharam muito mais em testes de memória e registaram uma aceleração da morte celular no cérebro – sintomas que indicam o início da doença de Alzheimer.
fonte - https://observador.pt/2017/03/09/cientistas-mais-perto-de-prevenir-o-alzheimer/
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