sexta-feira, 13 de outubro de 2017

PARALISIA CEREBRAL&PREVENÇÃO- Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês

Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês


Valdo Virgo/CB/D.A Press
imagem publicada - da matéria - um bebê recém nascido com a representação de ondas cerebrais, escrito Como Funciona - Aparelho portátil consegue monitorar a atividade cerebral infantil com mais eficiência que as tecnologias disponíveis.

Nos anos 1990, os aparelhos de ressonância magnética funcional revolucionaram exames médicos ao permitir a observação da atividade cerebral de humanos. Desde então, busca-se ferramentas que permitam análises cada vez mais apuradas do órgão. Pesquisadores franceses, por exemplo, desenvolvem uma solução capaz de gerar imagens detalhadas do cérebro de recém-nascidos, o que possibilitará a detecção da origem de problemas como as convulsões. Testes iniciais com bebês tiveram resultados positivos, apresentados na última edição da revista Science Translational Medicine.

Os cientistas ressaltam que a pesquisa busca atender demandas não atendidas pelas tecnologias atuais.“A ressonância magnética tem limitações e não é adequada para todas as aplicações clínicas devido ao seu custo e tamanho, que dificulta sua portabilidade. Utilizá-la à beira do leito médico para gerar imagens de recém-nascidos vulneráveis é algo especialmente desafiador”, explicam.

Liderados por Olivier Baud, chefe do serviço de neonatologia do Hospital de Assistência Publica de Paris, na França, os pesquisadores criaram um dispositivo que consiste na combinação do eletroencefalograma (EEG) — aparelho que capta imagens por meio de eletrodos colocados na cabeça — e uma sonda de ultrassom de apenas 40g capaz de fazer um monitoramento mais pontual. “Ao contrário das técnicas convencionais, limitadas às imagens de grandes vasos, a imagem da sonda permite o mapeamento de alterações sutis em pequenos vasos cerebrais. Esse tipo de visualização possibilita correlacionar a atividade neural local e as mudanças relativas ao volume de sangue”, diz Baud.

Os pesquisadores testaram o aparelho em ratos e observaram a conectividade cerebral das cobaias durante o estado de repouso e ataques de epilepsia. Em seguida, foram feitos testes em seis recém-nascidos saudáveis. As medições conseguiram distinguir entre o sono silencioso e o ativo. Ao distinguir essas duas fases, fica mais fácil analisar as atividades neurais de um indivíduo.

A tecnologia também foi empregada para medir a atividade cerebral em dois bebês com distúrbios convulsivos e resistentes aos medicamentos disponíveis. O aparelho detectou ondas de alterações neurovasculares, permitindo o rastreamento de regiões cerebrais em que as convulsões se originaram.

Para a equipe, os testes iniciais sinalizam que o dispositivo poderá ajudar a prevenir complicações que podem ser registradas nos primeiros dias de vida de bebês, como a encefalopatia neonatal hipóxico-isquêmica. “Esse problema de saúde ocorre de um a três a cada mil recém-nascidos e pode desencadear danos como as convulsões. Por isso,  o monitoramento em tempo real da função cerebral em recém-nascidos é de importância crucial para a área médica”, justificam os autores.

Novo padrão

O baixo custo e a facilidade de uso da técnica são os principais atrativos e poderão fazer com que ela se torne a escolha padrão para gerar imagens cerebrais de recém-nascidos em maternidades e centros médicos, dizem os criadores. “Essa pode se tornar uma modalidade de neuroimagem muito útil. Seu baixo custo e sua usabilidade podem torná-la a escolha padrão para a realização de imagens funcionais feitas no leito. Além disso, sua melhor resolução pode fornecer resultados muito mais úteis do que outras técnicas funcionais de imagem.”
Renato Mendonça, neurologista do Laboratório Exame de Brasília, destaca que a nova tecnologia tem potencial para ser bastante explorada na área médica. “Apesar de ainda bastante experimental, esse aparelho mostrou resultados interessantes nos testes com roedores e com bebês e que podem ser extremamente úteis, já que é muito difícil examinar os pequenos. Um aparelho que possa ser utilizado na beira do leito traria a vantagem de não precisar alterar a temperatura da criança, por exemplo, já que atualmente é necessário retirá-la da máquina de estufa para realizar essas análises”, explica.

O especialista ressalta ainda que a maioria dos bebês não precisa ser submetida a exames de imagem apurados, mas, nos casos em que a análise é necessária, é importante ter uma opção mais eficiente. “Observar os diferentes níveis de atividade cerebral, como as fases do sono, também pode ajudar a entender como os neurônios estão funcionando e as reações químicas envolvidas nessa atividade complexa”, complementa. Segundo o médico, uma análise mais ampla poderia ser a próxima etapa do estudo. “Utilizar esse método em um número maior de crianças é necessário para reforçar os dados e também comprovar que ele é seguro, não causa danos aos bebês.”

Oxigênio escasso

Ocorre devido à diminuição da oferta de oxigênio, que pode ser gerada por diversas complicações, como a interrupção do fluxo sanguíneo umbilical e uma insuficiente troca de gases na placenta. A oferta adequada de oxigênio aos tecidos é fundamental para que as células mantenham o metabolismo e as funções vitais. Entre os bebês que sobrevivem a essa complicação, 25% apresentam dano neurológico permanente, manifestado por paralisia cerebral, retardo mental ou crises convulsivas.

FONTE - http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/10/12/interna_cidadesdf,633161/cientistas-criam-exame-para-monitorar-atividade-cerebral-de-bebes.shtml

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

PARALISIA CEREBRAL&TECNOLOGIA ASSISTIVA - Software é criado em Santa Catarina

Software para pessoas com paralisia cerebral será apresentado na Grécia

Resultado de imagem para paralisia cerebral imagens
imagem publicada - da internet - com uma menina com paralisia cerebral usando um colar para sustentação de sua cabeça, sentada em cadeira de rodas adaptada ao seu tipo de paralisia cerebral.


Um estudo pioneiro em Santa Catarina, sobre a usabilidade de uma interface cérebro-computador aplicada a pessoas com paralisia cerebral, realizado por pesquisadores Universidade do Vale do Itajaí (Univali), e Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), será apresentada, na 10ª Conferência Internacional sobre Tecnologias Pervasivas Relacionadas a Ambientes de Vida Assistida (PEtra, na sigla em inglês), que ocorre, entre os dias 21 e 23 de junho, na Ilha de Rodes, na Grécia.
A pesquisa, de autoria de Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada (MCA/Univali), em parceria com Jéferson Fernandes da Silva, pesquisador do MCA/Univali, e a Ana Carolina Savall, da FCEE, apresenta dados sobre o desenvolvimento de um sistema chamado de Interface Cérebro-Computador, que vem sendo utilizado na FCEE por pessoas com múltiplas deficiências.
O sistema é formado por um hardware em formato de fone de ouvido com sensores para a região frontal do cérebro e um software desenvolvido pela equipe do MCA/Univali. Na parte física do equipamento, sensores captam expressões, como piscar de olhos ou levantar a sobrancelha, enquanto o software traduz a captação destes movimentos para formar palavras e frases.
O mecanismo é fruto de diversas pesquisas realizadas em conjunto pelas duas instituições, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). As instituições vêm trabalhando conjuntamente, desde 2012, para o desenvolvimento de soluções de comunicação para crianças que sofrem de paralisia cerebral e enfrentam desafios ocasionados por distúrbios motores, especialmente casos complexos, quando a comunicação só é possível por meio de movimentos oculares e o piscar, bem como por meio de pequenos movimentos nas mãos e nos pés.
Outras informações: (48) 3247-8233/99102-9107, com Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada da Univali.
FONTE - https://oregionalsul.com.br/cidades/florianopolis/software-para-pessoas-com-paralisia-cerebral-sera-apresentado-na-grecia/56886
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sábado, 29 de abril de 2017

CEGUEIRA/TECNOLOGIAS Exame ocular britânico pode detectar sinais de cegueira

Novo exame ocular permite detetar primeiros sinais de doença que pode levar à cegueira


Uma nova técnica de exame ocular, desenvolvida no Reino Unido, permite detetar os primeiros sinais de glaucoma, uma doença dos olhos que pode levar à cegueira, segundo os resultados de um ensaio clínico hoje divulgados.


(imagem da matéria - um olho humano fotografado bem de perto)

A técnica, testada num pequeno número, não especificado, de doentes com glaucoma, por comparação com pessoas saudáveis, possibilitou aos médicos ver a morte de células nervosas na parte detrás do olho.
A perda da visão em doentes com glaucoma é causada pela morte de células na retina na parte detrás do olho.
A técnica de diagnóstico, criada por investigadores da universidade University College London e do hospital oftalmológico Western Eye Hospital, usa um marcador fluorescente que se liga às proteínas celulares quando injetado em pacientes.
As células do nervo ótico doentes aparecem como manchas fluorescentes brancas num exame ocular.
"Pela primeira vez, fomos capazes de mostrar a morte celular [de células na retina] e detetar os primeiros sinais de glaucoma. Embora não possamos curar a doença, o nosso teste significa que o tratamento pode começar antes de os sintomas surgirem", sublinhou a coordenadora do estudo, Francesca Cordeiro, do Instituto de Oftalmologia do University College London, citada num comunicado da Wellcome Trust, fundação britânica que financia a investigação científica.
A especialista lembrou que "a deteção precoce de glaucoma é vital, pois os sintomas nem sempre são óbvios", e, apesar de os métodos de diagnóstico estarem a melhorar, "a maioria dos doentes perde um terço da visão" quando a doença é diagnosticada.
De acordo com a equipa de cientistas, o uso da nova técnica ocular poderá permitir, no futuro, o diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer e Esclerose Múltipla.
Os resultados do ensaio clínico, em fase inicial, são publicados na sexta-feira na revista Brain.
Fonte - http://24.sapo.pt/vida/artigos/novo-exame-ocular-permite-detetar-primeiros-sinais-de-doenca-que-pode-levar-a-cegueira

terça-feira, 21 de março de 2017

EPILEPSIA/AVANÇOS - Aplicativo auxilia no diagnóstico desta condição neurológica

Aplicativo auxilia médicos a chegar em diagnóstico correto da epilepsia 



A epilepsia como uma condição neurológica, que pode afetar milhares de pessoas no mundo, pode ser uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas comuns a várias doenças e existe provavelmente desde o princípio da humanidade. De origem grega, a palavra significa “surpresa” ou evento inesperado”. Muitas personalidades históricas, como Júlio Cesar, Alfred Nobel, Machado de Assis e Dostoievski tinham essa síndrome, até hoje tão cercada de preconceitos. 

Isso acontece porque os ataques convulsivos costumam, ainda,  assustar quem está por perto: a pessoa com epilepsia não tem consciência do que está acontecendo, muitas vezes cai, seus membros ficam rígidos e depois começa a ter convulsões, porque o comando central no cérebro está desorganizado. 

Em geral a crise desaparece espontaneamente e a pessoa volta aos poucos ao estadi de consciência considerado normal. Mas quem está próximo, muitas vezes, não sabe como agir: há quem confunda com problemas psiquiátricos, pois não conhecem os fatores orgânicos que podem ter causado o episódio.


A epilepsia ocorre quando um grupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável, o que pode gerar as crises. A medicina já identificou centenas de diferentes síndromes epilépticas e por isso os pacientes devem buscar um diagnóstico sobre seu tipo específico.

A condição neurológica é considerada um problema de saúde pública, atingindo de 1% a 2% da população mundial, ou seja, 60 milhões de pessoas. Embora seja o mais comum dos distúrbios neurológicos, não existem dados claros sobre o número de pessoas com a doença no País. Entretanto, algumas estatísticas calculam que três milhões de brasileiros sofram de algum tipo de epilepsia e só 10% a 40% recebem algum tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

Purple Day e Atlas da Epilepsia
Com a proximidade do Purple Day, próximo 26 de março, data mundial criada para promover a conscientização sobre a epilepsia, o laboratório farmacêutico Torrent do Brasil lança o Atlas da Epilepsia, um aplicativo pioneiro no Brasil e exclusivo para médicos. O objetivo do app é auxiliar a consulta médica, fornecendo explicações sobre o fenômeno epilético e, principalmente, possibilitando o diagnóstico correto. Isso é essencial porque segundo a Dra. Elza Márcia Yacubian, neurologista chefe da Unidade de Pesquisa e Tratamento de Epilepsias da Escola Paulista de Medicina (EPM) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que supervisionou e indicou todo o conteúdo do aplicativo, somente o diagnóstico correto possibilita um tratamento eficaz. “A abordagem clínica durante as consultas é importantíssima para garantir a exatidão no diagnóstico, e não como geralmente se pensa, através de um eletroencefalograma ou ressonância magnética”.

 o Atlas da Epilepsia está disponível somente para os médicos na Play Store e na App Store, seja para smartphones ou para tablets.  

Atlas da Epilepsia – já com as diretrizes atualizadas pela Liga Internacional da Epilepsia, por meio de recursos gráficos e coloridos, imagens anatômicas e vídeos explicativos, o aplicativo auxilia o epileptologista a obter informações e sintomas mais exatos, tanto do paciente como das pessoas próximas a ele, geralmente, mais familiarizadas com as ocorrências. De posse desses dados o médico pode orientar o tratamento de forma mais eficiente.
Segundo a Dra. Elza, a epilepsia   é um distúrbio que pode trazer uma série de prejuízos se não for tratado. Os portadores podem ter problemas na escola, não conseguir emprego ou serem discriminados.
A manifestação clínica depende da região cerebral acometida. Cerca de 50% das crises epiléticas são do tipo tônico-clônicas, com convulsões, e os outros 50% têm causas diversas. Algumas pessoas sentem formigamento no braço, outras sentem cheiros estranhos e “saem do ar”. Na população infantil são comuns as crises de ausência, ou “liga-desliga”. O mau aproveitamento escolar leva os professores menos avisados a pensar que a criança tem déficit cognitivo, quando ela está tendo várias crises de ausência por dia, às vezes mais de cem, com poucos minutos de duração e sem a menor consciência do que se passa com ela.

Causas - Múltiplos fatores podem causar a epilepsia. A pessoa pode nascer com o problema em razão de má formação cerebral, em que se formam circuitos elétricos exagerados, por exemplo.  Mas também há outras razões.Intercorrências importantes durante a assistência ao parto, processos infecciosos, traumatismos cranianos, tumores cerebrais e doenças degenerativas podem lesar o cérebro e causar crises. À medida que a vida vai passando surgem as causas degenerativas, doença de Alzheimer e todas as doenças vasculares e do cérebro. 
Atualmente a epilepsia é três vezes maior no idoso acima de 60 anos do que na criança. Para fazer o diagnóstico, deve haver recorrência espontânea das crises, porque uma crise única não é indicativa da síndrome. Uma vez feito o diagnóstico se estabelece o tratamento, em geral com fármacos. O tratamento é diferente no caso das crises generalizadas, com hiper desestabilização mais intensa e difusa nos dois hemisférios. Ressalte-se que o tratamento é sempre de longo prazo, algumas vezes por toda a vida. “É uma 'doença' que exige extrema adesão ao tratamento.  Caso esqueça de tomar alguma dose do fármaco, a pessoa fica vulnerável a ter uma crise”, afirma a neurologista. 
(mas não deve, segundo novos conceitos, ser tratada como uma 'doença' e sim como uma condição neurológica humana, tratável na maioria das situações, incluindo hoje o uso de derivado da cannabis, o canabidiol, que exige seguimento e tratamento adequado para cada pessoa e seu quadro ou sintomas...informa o DefNet)

Desde a década de 1990 o tratamento da epilepsia se tornou mais efetivo graças aos novos medicamentos. Pode-se dizer que 70% dos pacientes podem ter as crises plenamente controladas se adequadamente tratadas. Os outros 30% podem se beneficiar de outras abordagens, como a cirúrgica.
fontes consultadas - 
http://www.portalpcdonline.com/2017/03/aplicativo-pioneiro-gratuito-ajuda-no.html 
http://blogs.ne10.uol.com.br/casasaudavel/2017/03/21/aplicativo-auxilia-medicos-chegar-em-diagnostico-correto-da-epilepsia/

sexta-feira, 10 de março de 2017

ALZHEIMER/PESQUISAS - Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Uma equipe de investigadores dos EUA concluiu que a queda do nível de glicose no cérebro estimula os sintomas do Alzheimer, e propõem uma forma de combater a doença.

foto publicada da matéria - uma pessoa segura a mão de uma pessoa idosa - SEBASTIEN BOZON/AFP/Getty Images

A relação entre os baixos níveis de glicose no cérebro e o Alzheimer já era conhecida dos médicos, mas uma equipa de investigadores da Temple University, nos Estados Unidos, descobriu recentemente que esta ligação pode ser ainda mais profunda.
Num estudo publicado na revista Translational Psychiatry, a equipa liderada pelo investigador Domenico Praticò descobriu que a descida dos níveis de glicose acontece muito antes dos primeiros sintomas (a perda de memória e as dificuldades cognitivas) e pode até motivar o aparecimento desses sintomas. Além disto, os investigadores apontam neste artigo um tratamento que pode impedir a queda dos níveis de glicose, o que, em última análise, poderá significar a prevenção do próprio Alzheimer.
Os especialistas identificaram novas provas que apontam para uma ideia que já era conhecida: o envolvimento da proteína p38 neste processo. Segundo Domenico Praticò, “há agora muitas provas de que a proteína p38 está envolvida no desenvolvimento da doença de Alzheimer“. Por isso, propõem a utilização desta proteína na produção de um medicamento para prevenir a doença.
O estudo foi feito com recurso a ratos de laboratório. Os investigadores reduziram o nível de glicose no cérebro dos animais e observaram o resultado. O que aconteceu foi que os ratos a quem foi diminuído o nível de glicose sofreram um declínio no funcionamento das células do cérebro, falharam muito mais em testes de memória e registaram uma aceleração da morte celular no cérebro – sintomas que indicam o início da doença de Alzheimer.
fonte - https://observador.pt/2017/03/09/cientistas-mais-perto-de-prevenir-o-alzheimer/
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ALZHEIMER-PESQUISAS - Franceses descobrem nova molécula para tratamento da doença

Cientistas franceses descobrem nova molécula que pode tratar mal de Alzheimer

Cientistas franceses descobrem nova molécula que pode tratar mal de Alzheimer

Imagem  da matéria - O Mal de Alzheimer é um quebra-cabeça para os médicos Getty Images/Andrew Bret Wallis/Andrew Bret Wallis 

Um estudo divulgado no final do ano por duas equipes de pesquisadores do Inserm, o Instituto de Saúde e Pesquisa Médica da França, traz uma nova esperança para os pacientes que sofrem de Mal de Alzheimer.
A nova molécula que pode revolucionar a vida dos pacientes se chama Interleucina 2, uma proteína do sistema imunológico que ativa a proliferação dos linfócitos reguladores, que controlam a resposta do organismo a uma inflamação. Essas células evitam que cérebro se intoxique e adoeça, permitindo ao mal que se desenvolva, matando aos poucos os neurônios.
Usada em pequenas doses, administradas por injeções, como no caso da insulina, a Interleucina 2 regula a resposta inflamatória da doença de Alzheimer e de outros males, atuando como um modulador, diz a diretora de pesquisa do Instituto, Nathalie Cartier-Lacave.
“Dadas em doses bem baixas, em diferentes tipos de doenças inflamatórias, por exemplo, como a poliartrite, o diabetes, a esclerose múltipla, temos um efeito benéfico nos pacientes”. A imunoterapia, explica, poderia interromper o processo de degeneração cerebral observado no Mal de Alzheimer, principalmente se for detectado no início. Desta forma, o tratamento poderia preservar os neurônios e ajudar o sistema imunológico a encontrar um equilíbrio.
O diagnóstico precoce, entretanto, é um desafio: clinicamente, as placas no cérebro são visíveis apenas em um estágio avançado da doença. A doença atinge cerca de 850 mil pessoas no país e a estimativa é que, em 2020, 1 a cada 4 pessoas de mais de 65 anos seja diagnosticada com o Mal. Segundo a OMS , 135 milhões terão a doença –atualmente já são 47 milhões.
A doença de Alzheimer tem um componente inflamatório importante, como já foi observado no cérebro de alguns pacientes, diz a pesquisadora, que já desenvolveu diversas terapias para a doença. Ela e o cientista David Klapzman, chefe do serviço de bioterapia do hospital Pitié Salpetrière, que durante muito tempo trabalhou com os linfócitos reguladores e a Interleucina, tentam agora achar pistas para controlar a dose exata da substância a ser administrada.
Testes em humanos
A pesquisa levou dois anos para ser terminada e foi feita por uma equipe multidisciplinar. Os testes realizados em ratos, explica a cientista, foram conclusivos.
“Nossas equipes são complementares. Trabalho há muito tempo com doença de Alzheimer, utilizando o modelo testado nos ratos. Tenho uma equipe, por exemplo, que sabe muito bem analisar o comportamento de camundongos que sofrem do Mal de Alzheimer para avaliar os problemas de memória. Tudo isso é importante para obter a prova da eficácia da molécula”.
O desafio, explica Nathalie, é adaptar os testes feitos nos camundongos nos humanos, que possuem um sistema orgânico bem mais complexo. A vantagem da Interleucina 2, diz, é que já está sendo testada em outras doenças, e já se sabe que é pouco tóxica e bem tolerada. “Então não teremos muitas dificuldades para obter autorização de testes em humanos”, declara.
Componente genético
Como uma boa parte das doenças autoimunes, os pacientes que desenvolvem o Alzheimer têm uma predisposição genética. Os doentes, explica a pesquisadora, têm um sistema imunológico que funciona de uma maneira diferente. Mas essa tendência não é determinante: depende dos estímulos recebidos por esse sistema ao longo da vida, como as infecções virais. E, contrariamente ao que muita gente pensa, a doença não é detectada apenas em idosos. Na França, por exemplo, 30 mil pessoas diagnosticadas têm menos de 60 anos.
fonte - https://br.rfi.fr/franca/20170117-cientistas-franceses-descobrem-nova-molecula-que-pode-tratar-mal-de-alzheimer
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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

AUTISMOS-TECNOLOGIAS - Paisagens arquitetônicas fornecem terapia para autistas

Paisagens arquitetônicas fornecem terapia para crianças com autismo


Sensory[STRUCTURE} - Textile-hybrid structure formed of CNC knitted textiles interconnected with glass-fiber reinforced polymer (GFRP) rods.

Esse artigo foi publicado originalmente em Redshift, como "Architecture for Autism Could Be a Breakthrough for Kids With ASD."


Os bons arquitetos sempre projetaram com sensações táteis em mente, do grão da madeira em um corrimão, ao tapete grosso e peludo, em uma creche. É uma maneira eficaz de envolver todos os sentidos, conectando os olhos, a mão e a mente de maneiras a criar ambientes mais interessantes.
Mas um professor de arquitetura da Universidade de Michigan em Ann Arbor está trabalhando em um ambiente de arquitetura tátil para autistas que faz muito mais do que oferecer aos visitantes uma experiência háptica agradável e diversificada: É uma forma de terapia para crianças como sua filha Ara, de 7 anos de idade, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Social Sensory Architectures é um projeto de pesquisa em andamento liderado por Sean Ahlquist que cria estruturas terapêuticas para crianças com TEA. Um protótipo, o sensoryPLAYSCAPE, é um pavilhão tipo tenda feito de tecido tracionado sobre varetas para criar um ambiente imersivo. Respondendo ao toque, os sons são disparados, e imagens 2D são projetadas na superfície do tecido, como se estivessem em uma tela. Isso demonstra visualmente a conexão entre habilidades motoras e a resposta auditiva e visual, ajudando as crianças com autismo a ajustar as quantidades de força apropriadas para aplicar em um determinado movimento - um problema comum entre aqueles no espectro autista.

Como pesquisador de doutorado no Instituto de Design Computacional (um centro da Universidade de Stuttgart para pesquisa em materiais arquitetônicos leves, onde Frei Otto fundou o Instituto de Estruturas Leves), Ahlquist foca em estruturas pré-tensionadas. Quando chegou a Michigan em 2012, ele continuou sua pesquisa usando uma máquina CNC para tecidos, que lhe deu a capacidade de criar seus próprios têxteis. Quanto mais pesquisava diferentes tipos de materiais táteis leves, mais ele notou algo estranho sobre como as pessoas interagem com eles quando são montados juntos em uma estrutura.
Um pedaço de tecido é uma coisa para ser tocada; uma estrutura de tecido deve ser experimentada a partir de uma distância. "As estruturas que estávamos desenvolvendo tinham uma qualidade realmente íntima para elas, mas em termos de arquitetura, quando você constrói elas em um sistema arquitetônico o segundo que você construí-lo em um "sistema arquitetônico", o material rapidamente torna-se um pano de fundo passivo", diz ele. "Torna-se uma coisa que vai em torno de você, ao contrário da coisa que você realmente se envolve."
Ahlquist se perguntou se era possível superar essa lacuna sensorial. Poderia ele fazer um espaço imersivo que incentivasse a interação tátil direta? O autismo de sua filha silenciou seus sentidos, fazendo com que ela desejasse "um feedback tátil muito forte", diz ele, mas suas habilidades de controle motor foram subdesenvolvidas. Social Sensory Architectures conectam estas habilidades motoras ao feedback visual e auditivo em uma rede abrangente de parábolas e espirais. Se ela não está intuitivamente ciente do quão forte ela está pressionando em algo, as dicas visuais e auditivas mostram isso a ela.
Social Sensory Architectures (que venceu a categoria especulativa e de prototipagem no concurso SXSW Place by Design) depende da capacidade única da arquitetura para trabalhar em múltiplos sentidos de uma só vez - e, como tal, é necessário uma equipe de projeto diversa para unir todos esses elementos. Ahlquist trabalhou com cientistas da computação sobre o software, bem como especialistas em música, terapia do autismo, psiquiatria e cinesiologia. Em breve eles começarão uma série de estudos-piloto, iniciando com amostras de quatro a cinco crianças.
A hipótese de trabalho da equipe é: "Se podemos melhorar as habilidades motoras, existe uma correlação com a criação de oportunidades para a interação social", diz Ahlquist. Para as crianças com o espectro autista, observar e responder adequadamente a pistas sociais é, muitas vezes, um desafio. Ele espera que seu trabalho possa ajudar as crianças com TEA a relacionarem-se melhor com seus próprios sentidos e, posteriormente, melhorar as relações sociais com os outros.
Por exemplo, algumas das respostas visuais que as estruturas podem produzir só podem acontecer quando duas crianças sincronizam suas interações com as superfícies têxteis. E os túneis de tamanho infantil e cones no pavilhão solicitam por pais solícitos para pegarem as crianças e deixá-las deslizar pelo pavilhão. Esses momentos interativos formam "círculos de comunicação" - termo aprendido através da colaboração com o  PLAY Project - o que é especialmente crítico quando as crianças não se comunicam verbalmente, como Ara.
O tecido do Social Sensory Architectures toma forma por hastes de polímero de fibra de vidro flexível reforçada. Um sensor Microsoft Kinect detecta quando a superfície do tecido é esticada em gradientes, de um toque suave a um intenso, e alimenta essas informações através do software desenvolvido por Ahlquist e sua equipe. O Kinect está alojado em uma torre de hardware (com um computador, alto-falantes e um projetor) a poucos metros do pavilhão.
Ele funciona um pouco como uma "interface têxtil de iPad", comenta Ahlquist. Uma programação do software para o pavilhão envolve as crianças com um enxame de peixe - cada qual com sua característica - que se espalha com um leve toque, mas é atraído por uma pressão mais forte e contínua. Outro programa, desenvolvido para a tela 2D, permite que as crianças pintem em cores que variam do claro ao escuro, dependendo da força exercida. (Um golpe delicado faz uma marca amarela, um soco forte gera vermelho).
A tela 2D está atualmente instalada no centro de terapia de autismo que Ara frequenta, onde ela trabalha para afinar as habilidades motoras através de tarefas sequenciais, como empilhar blocos. Quando as crianças com autismo perdem a paciência para tarefas como essas, elas se recarregam em salas sensoriais que, como o projeto de Ahlquist, apresentam muitas impressões cinestésicas e sensoriais.
Ahlquist quer que seu projeto quebre a barreira entre tarefas, como as atividades terapêuticas, e a diversão, das salas de jogos sensoriais. "Se ambas as coisas forem necessárias, não seria melhor se pudéssemos realmente uni-las e minimizar a natureza orientada a tarefas de desenvolver qualquer habilidade que eles estão tentando desenvolver?", diz ele.
No mundo de hoje, imergir-se em telas de mídia multissensorial não é normalmente visto como uma receita para o desenvolvimento de habilidades. Os psicólogos costumam alertar que as interfaces digitais que bombardeiam os ouvidos e os olhos das crianças são excessivamente estimulantes, impedindo-as de dormir à noite e destruindo sua atenção. Mas, para Ahlquist, a conexão com o movimento e as habilidades motoras diferencia esses ambientes multissensoriais baseados em telas.
Os estímulos visuais e auditivos que podem negligentemente hipnotizar em uma tela de smartphone funcionam em um nível muito mais holístico na arquitetura sensorial. "Estamos ensinando a todo o corpo", diz Ahlquist, "em vez de ensinar à cabeça. A experiência torna-se dinâmica e envolvente, em vez de ser repetitiva e absorvente. "
A arquitetura é um dos poucos meios de design que requer interação física completa. Criar ambientes responsivos, sensoriais (espaços físicos que suportam uma maior conexão mente-corpo, ajudam a desenvolver habilidades e expandir a interação social) poderia ser uma poderosa ferramenta no tratamento do autismo.
FONTE - http://www.archdaily.com.br/br/802486/paisagens-arquitetonicas-fornecem-terapia-para-criancas-com-autismo 
http://www.materialarchitectures.com/social-sensory/
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UM AUTISTA PODE VIR A SER UM ARTISTA COM A ÁGUA?  https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/um-autista-pode-vir-ser-um-artista-com.html